Marketing Pessoal – Aprendendo com Michelle Obama

Vocês já viram Michelle Obama cantando no Carpool Karaoke? Pois vejam.

Agora que viram, além de virar fã e querer usar uma camiseta com a foto da Michelle, o que a gente pode aprender dessa maravilhosidade? Cantar “Put a ring on it”? Também. Mas tem algo a mais aí que pode ajudar no nosso marketing pessoal: todo mundo é real.

“Nooooooossa Ana! Descobriu a roda, sua inteligentona!” Desculpa, gente. É óbvio, eu sei. E de tão óbvio, a gente acaba ignorando.

Vivemos em tempos de muita exposição e muitos relacionamentos. Sim, muitos relacionamentos. A grande maioria é superficial mas sempre presente. Hoje, temos contato com colegas de sala de vinte anos atrás. Pessoas que talvez nunca mais veríamos na vida, se não fosse a internet, claro. É só adicionar no facebook e pronto. Todo mundo sabe o que você faz, o que gosta, com quem convive, com o que trabalha, o que gosta de comer, o esporte que pratica… Viramos uma pessoa completa. Real.

Nos tempos atuais, não conseguimos mais separar as coisas. Não somos uma pessoa no trabalho e outra em casa. Não temos esse relógio que para às 18:00 e só volta ás 8:00 do dia seguinte. E nem queremos. Gostamos de pessoas cada vez mais reais. Gostamos de nos identificar com aqueles que escolhemos conviver. Pesquiso o instagram do Personal Trainer que vou contratar pra ver o que ele gosta de fazer. Escolho o que tenho mais afinidade. Pesquiso as postagens das arquitetas. Escolho a que tenho mais afinidade. E assim o Branding Pessoal define quem a gente insere no nosso círculo.

As decisões de consumo são cada vez mais baseadas nos posicionamentos pessoais. O profissional que não se posiciona perde automaticamente pontos nessa disputa que é o mercado. Não à toa, a maioria dos clientes de prestadores de serviço vem do seu meio social, seus contatos da vida. Não expandir isso pra internet é restringir seu alcance de mercado. E isso não é muito esperto, né?

Ver Michelle cantando Beyoncé nos aproxima da primeira dama. Me identifico com uma pessoa que escuta música pop. Mesmo que tenha sido no carro, ouvindo o ipod da filha. Mostrar a nossa pessoa real pode ter o mesmo poder sobre nossos clientes em potencial: nos aproximar deles. Mostrar o que você faz na vida, o que gosta, o que não gosta, com quem convive, o que faz no tempo livre. Esse tipo de identificação nos torna reais. Nos torna próximos.

Claro que existe a possibilidade da pessoa não se identificar com você e preferir a “persona” de outro profissional. E sabe o que tem de bom nisso? Seus clientes serão cada vez mais selecionados para você. Para seu tipo de trabalho, seu nicho, seu mercado.

Então, da próxima vez que for pensar em divulgar seu trabalho, pense em como você está divulgando sua pessoa também. Às vezes, mostrar quem você é na vida, de verdade, constrói mais confiança do que uma imagem profissional engessada e polida.

E olha, isso nem é novidade dos nossos tempos, tá? Desde que o mundo é mundo existem almoços, viagens e confraternizações entre empresas visando uma aproximação durante negociações. Isso tudo faz parte do marketing pessoal. A diferença é que agora a gente pode fazer isso pela internet também!

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