O carnaval de rua foi das mulheres

Eu fiz esse post sobre experimentar no carnaval focando na descoberta do próprio estilo, experimentar novidades, testar novas ideias…

Mal sabia eu que as novidades viriam dos próprios corpos expostos. E que a liberdade seria algo transformador na vida de tantas mulheres maravilhosas e purpurinadas que pulavam pelas ruas.

Eu vi magras, gordas, malhadas, altas, baixas, novas, velhas, negras, brancas e morenas mulheres enfeitadas pelas ruas. Vi corpos à mostra, vi aceitação, vi alegria. Vi corpos reais se divertindo, vivendo, pulando. Vi gente de todo tipo se sentindo livre.

Vi gente se inspirando na semi-nudez alheia pra se sentir mais confortável com o próprio corpo. Vi gente se aceitando. Vi corpos se encostando sem malícia e vi nudez sendo tratada sem desejo. Vi paqueras e beijos calientes. Mulheres seguras e sorridentes. Vi milhares mas meus olhos só viam elas: as mulheres.

Cada corpo vivo se divertindo era um atestado que somos todas incríveis. Cada diferença que eu via me deixava mais à vontade com as minhas próprias diferenças. Não tinha ninguém igual. E ao mesmo tempo tava todo mundo parecido. A liberdade da rua foi pro corpo. E que lindo isso foi.

Esse nosso carnaval de rua foi um retrato de mulher. Foi forte. Foi Vivo. Foi maravilhoso. Com todos os defeitos, foi mágico. Foi um carnaval feminino.

E vai ser cada dia mais. Vai ter mais mulher de bem com o corpo. Vai ter mais mulher usando o que quiser. Vai ter mais mulher se respeitando e vai ter mais mulher na rua.

Obrigada, carnaval. Obrigada.



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